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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Verdade oculta

           Sei que não é fácil entrar e deixar-se submergir nos amores desse mundo, uma vez que  as ondas dos  romances corrompidos insistem em querer nos afogar. E perdidos encontramo-nos a deriva. A deriva da vida, que por sua vez não para só porque decidimos parar no tempo. Perdemo-nos, e há uma necessidade de reencontro gritante, como vontade que não cessa, fogo que não apaga, desejo que domina.
            Não importa a amplitude das águas que nos levam a margem, temos forçar suficiente pra cruzar todo oceano de norte a sul, de leste a oeste. Aspiramos o ar da vitória, da conquista – ou melhor, da reconquista -.Se choveu? Sim, choveu bastante,e isso de fato atrapalhou um pouco nosso percurso, todavia molhada já estávamos. 
            Por que não acreditar que aquelas ondas que um dia nos levou tão longe, não nos trariam novamente a costa? É nessa certeza, que seguimos em frente. É optando por passos curtos, que continuamos nossa caminhada e é por aderir a idéia de não ficar parado que prosseguimos.
            Não sei exatamente onde vamos parar e seria hipócrita ao dizer que o que realmente importa é onde estamos, uma vez que preocupo-me com o futuro e não há em mim intenção alguma em dizer o contrário. Quem somos? somos as lembranças de um passado marcante a voz de um presente ausente, e a esperança de um futuro incerto!
 

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