Nada é eterno demais pra ser sempre. Nada mais é igual ao que nossos olhos viram minutos atrás, o som que um dia nos guiou hoje mudou seu timbre. As verdades vistas transportam nossos olhos para uma realidade diferente. E nada é tão eterno pra permanecer constante e inabalável.
Nada é muita coisa pra significar ausência. Existe pois algo que fica, como uma tatuagem – claro, aos optam por ser marcados -, é como uma presença invisível aos olhos humanos. É como a música que ouço ao longe e domina meu ser. É como sentir-se acompanhado mesmo que sozinho. É estar na multidão e sentir que lhe falta algo, é necessidade, é prazer eterno, uma esperança imutável, enfim é mais do que olhos viram e muito além do que ouvidos ouviram. É uma presença incontestável. É a certeza do que não se vê, na convicção do que se espera.

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