Não sei quantas vezes virão antes da última, não sei quantas ainda tenho para declarar, que o que sinto é isso, não sei se de fato terei coragem suficiente para revelar aquilo que vez ou outra será redundante, indiferente, altamente dispensável para os ouvintes, ouvidos utópicos, enganadores.
Talvez seja um luxo demasiado, ou uma necessidade inestimável, indescritível sensação, inexorável sentimento de liberdade, prazer eterno ou momentâneo, desejo que supre a vontade que clama espaço ambientado para manifestar-se em palavras doces de serem ouvidas ou foices afiadas, amolada, aguçada que não só fere, mas deixa marcas, cicatrizes.
Quantas vezes precisarei dizer-lhe o que não sei, querendo ainda inundar-lhe o espírito revelador para que descubras o que palavras não expressam, afim de que entendas o que o silêncio traduz. Sinta-se tocado diariamente, não pelo verbo mas pelo sentido!

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