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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nem tão boa nem tão ruim.

Os dias passam vagarosamente
E não expõe seu anonimato,
Não falam, não discutem, não impõem.
Se existe um mundo transparente, encontra-se oculto.
Aos olhos humanos a visão é outra,
Nem tão boa nem tão ruim. Indiferente em si.

A vida se revela árdua pra uns.
Branda pra outros.
Chuva que não cessa, fogo que inflama.
 Dores insustentáveis, perdas irreparáveis, memórias inesquecíveis.
O mundo aos poucos revela-se traiçoeiro.
E o hino das águas, dispensa afinação.

Águas que correm e escorrem.
Levam consigo o perdido.
Deixam contudo o desnudo cidadão,
Sem razão, coração, com emoção.
Despido da avareza, vestindo-se da generosidade.
Bondade indispensável, ajuda imprescindível.

  Determinação, união, compaixão.
Necessidade de uns, solidariedade de outros.
E assim, nem tão boa, nem tão ruim a vida segue.
O mundo gira, e o objetivo se unifica.
Conquistas e vitórias unir-se-ão
Juntamente com as mãos, pra um futuro cidadão. 


PS: Poema dedicado principalmente a problemas que têm atingido nosso país e vem deixando resultados muitas vezes irreparáveis.

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