Simplórias as palavras que me levariam a ti, caminho certo a seguir, estrada oculta a trilhar. Encontro-me perdida, embora saiba exatamente onde achar-te. Não uso os olhos da reclusa para definir o que se passa interiormente, contudo afirmo de pés juntos que se a ti nego é porque não conheço suficientemente essa doce fragrância.
Não, não é desonesto o termo, é real. Ninguém nesse mundo vive de aparências, alguns poucos sobrevivem disso. Conquanto o mérito do existir não resume-se a mascaras, capas,aspectos do parecer, até porque não há disfarce que não se manifeste, e a verdade nem sempre é mansa.
Calar-me-ia se houvessem exageros, todavia as palavras atingem a nota exata, nem alta nem baixa. Timbre correto, melodia harmônica. È honrável assumir o desconhecido com sede de conhecimento, interiorização, ciência. Digo pois, que o conhecido nem sempre restringe-se ao saber externo, existe entretanto, em toda essência, por mais simples que seja, necessidade exploratória.
Não há nada no mundo que conheçamos integralmente, isso porque olhos humanos são, sem esforço algum, formadores angulares incapazes da percepção em sua totalidade. A visão, é portanto, a forma como diferentes situações são encaradas por uma mesma pessoa. E a uma minoria gritante é fornecido o dom de enxergar, ver além do visível, alcançar o inalcansável, vencer o invencível. Optar por ser uma parte do todo é opção individual.

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