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quarta-feira, 30 de março de 2011

Primeira prova de redação do ano.

PROPOSTA: Escreva um artigo de opinião.
TEMA: A banalização do sexo na mídia.

Próprio nariz

Chega de mimos, carinhos, expressões e gestos de insatisfação, indignação,  pelo menos enquanto o assunto for sexo. A necessidade momentânea, refere-se a isentar-se da hipocrisia comumente adotada por quem erroneamente insiste em negar a realidade do mundo que estamos inseridos. Sexualidade e televisão unem-se a fim de mostrar que educar significa antes de tudo “levar para o mundo”.
Objetivando a preparação individual no âmbito da vivencia humana, bem como a transmissão dos valores por vezes perdidos, esquecidos ou questionáveis, o meio talvez com maior adesão social, mostra-se eficiente no oficio de educar, visando o sentido conotativo, real e exclusivo do vocábulo.
O fato é que muito antes da televisão, as relações humanas e a banalização do sexo, constituíram componentes inerentes a qualquer questionamento a respeito do que verdadeiramente carece de mutações e transformações.
Não trata-se de um meio excludente, uma vez que alcança, com conteúdo muitas vezes impróprios, crianças, adolescentes, bem como todos os sexos. É redundante assumir que desligar a telinha confere solução absoluta, se tão logo lembrarmos que o intróito dos principais problemas da sociedade encontra-se demasiadamente perto, senão em nosso próprio lar.
 Reavaliação é o termo correto para designar a necessidade primária daqueles que insatisfeitos com a verdadeira face deste mundo, deseja mudá-lo e estabelecer uma válida readequação aos rótulos criados para distinguir o certo e o errado. 

sábado, 26 de março de 2011

certeza incerta


Toca-me brisa suave, doce ternura de olhos nublados
De olhos cravados, enaltecidos, instáveis.
Refrigera-me a alma, tange-me, sustenta-me.
Que estabilidade se encontre em glóbulos duvidosos da verdade camuflada.
Raios penetrantes, rudes e delicados, verdadeiros ou falsos.

Mundo que canta utopia, miragem falsa
Afinação dispensável aos que almejam cousas dignas de contemplação.
Busca eternizada em batalhas intangíveis.
Procura perpetuada daquilo que por vezes achar-nos-á casualmente.
Luzes atraentes, rudes e delicados, verdadeiras ou falsas.

Imprudência pessoal, vitimada, culpa escusada.
Distinção hora maternal, hora temporal.
Da verdade que fala, grita,  suplica.
Da voz que canta, musica doce e audível ou amarga inaudível.
Canto rude e delicado, verdadeiro ou falso.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Força intrínseca

           
            É preciso levantar a cabeça, afinal ninguém é forte o suficiente sem antes provar da fraqueza. Ninguém é auto-suficiente. E a imprescindível presença do indispensável levanta, fortalece, faz crescer. Submergir em meio a tempos ruins, difíceis, complexos e por vezes insustentáveis é ver o invisível através de olhos que transcendem o real disfarçados a concepções humanas, definindo erroneamente o que nos é possível alcançar.
            Não trata-se somente de uma crítica a visões que restringem o sucesso individual, vai além, muito além, Refere-se a uma tentativa, por vezes intangível, de quebrar aquilo que muitos optam por cristalizar, determinar, fixar.
           Não existe um mundo perfeito nem tampouco pessoas completas, puras. Há contudo uma busca incessante  de fazer do imperfeito vivência eternizada, não na mente onde o esquecimento oxida, apaga, leva consigo, mas no coração fortemente armado para combater o tempo e suas terríveis conseqüências.
         Momentos de lutas, momentos de dor e superação são preciosos sabia? Porque a formidável recompensa, ainda que camuflada revelar-se-á, pois se existe algo passageiro e findável é o desprazer de sentir o gosto amargo do que momentaneamente fere, e ainda que cicatrizes deixem, mostrar-nos-a o prazer em tocá-las e não sentir dor alguma. Isso é gozar da vida, vivê-la em sua totalidade. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Eterna passagem



        Poderia passar horas discorrendo a respeito de assuntos que vez ou outra dispensa qualquer comentário, porque simplesmente parece redundante, pleonástico. Não sei exatamente o valor das coisas nessa vida, não sei se de fato merecem atribuição numérica, uma vez que denotam maior sentido presencial, vivo, inerente, de forma por vezes camuflada, a todo ser humano.
           A verdade emerge sobre os olhos dos que forçados foram a abri-los, porque simplesmente provaram, sentiram, evidenciaram, de forma não condizente ao que habitualmente ratificamos, fatos, episódios e acontecimentos suficientemente fortalecidos para tornar real a existência indescritível dos questionamentos humanos.
         A doçura dessa jornada parece não muito duradoura, é periódica, todavia mostra-se eficaz se logo pensarmos beneficamente a respeito das perdas, falhas, dificuldades. Mostra-se seiva fortalecedora aos que optam por torná-la não breve, nem longa, porque não trata-se de tempo, refere-se contudo aos que escolhem na eternidade uma forma antes oculta de marcar a passagem por aquilo que erroneamente denominaram, rotularam, caracterizaram como breve. 

           A capacidade de eternizar o findável é característica da minoria, que elege marcas como a forma de tornar-se inesquecível, memorável, suficientemente disposto a transladar todo e qualquer desafio, toda e qualquer dificuldade. 

sábado, 19 de março de 2011

A força vem de dentro


O que canta tem sorriso nos olhos
Fala com as mãos, pés no chão.
Cabeça erguida, lembranças perdidas.
Da música que tocava,pairava, ressoava,
Tangia fontes da alegria.

Tudo parou, o silêncio falou.
Soprou com voz suave
A verdade camuflada, disfarçada, escondida.
Disse que a força vem de dentro,
Constância inatingível, grandeza invariável.

A canção continua penetrante, incessante, relevante
Tom inalcançável que confunde, ilude.
Mas não há musicas eternas,
A findável ilusão que confunde audição
Dar-se-á vencível, porque a força vem de dentro.

Coração, momento certo do sentido incerto
Da certeza ressoante, cantante.
Voz que apazigua medo sensato. 
Saudável sensação, que o que vem de dentro
É a força restauradora, de corações baleados, feridos, machucados. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

O saber oculto


Simplórias as palavras que me levariam a ti, caminho certo a seguir, estrada oculta a trilhar. Encontro-me perdida, embora saiba exatamente onde achar-te. Não uso os olhos da reclusa para definir o que se passa interiormente, contudo afirmo de pés juntos que se a ti nego é porque não conheço suficientemente essa doce fragrância.
Não, não é desonesto o termo, é real. Ninguém nesse mundo vive de aparências, alguns poucos sobrevivem disso. Conquanto o mérito do existir não resume-se a mascaras, capas,aspectos do parecer, até porque não há disfarce que não se manifeste, e a verdade nem sempre é mansa.
Calar-me-ia se houvessem exageros, todavia as palavras atingem a nota exata, nem alta nem baixa. Timbre correto, melodia harmônica. È honrável assumir o desconhecido com sede de conhecimento, interiorização, ciência. Digo pois, que o conhecido nem sempre restringe-se ao saber externo, existe entretanto, em toda essência, por mais simples que seja, necessidade exploratória.
Não há nada no mundo que conheçamos integralmente, isso porque olhos humanos são, sem esforço algum, formadores angulares incapazes da percepção em sua totalidade. A visão, é portanto, a forma como diferentes situações são encaradas por uma mesma pessoa. E a uma minoria gritante é fornecido o dom de enxergar, ver além do visível, alcançar o inalcansável,  vencer o invencível. Optar por ser uma parte do todo é opção individual. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

A ótica dos contrastes


         O desenvolvimento em tecnologia avançada foi sem dúvidas o principal aliado do Japão durante o ocorrido na última sexta feira (11/03). Não podemos claro, levantar as mãos para o céu e agradecer a sucessão dos fatos, uma vez que o número de vidas ceifadas não nos permite nem tampouco oferece-nos oportunidades e motivos de agradecimentos. Todavia é importante ressaltar que distantes da realidade enfrentada pelo império do Sol nascente atualmente, não poderíamos reconhecer o desenvolvimento inteligente de uma nação como essa, com uma população apática a indiferenças.
            A costa do território japonês sofreu as conseqüências drásticas de um tsunami, de 8,9 graus na Escala Richter, já previsto momentos antes do acontecimento devido à presença de aparelhos capazes de detectar possíveis abalos destrutivos, evitando dessa maneira uma tragédia ainda maior. De fato os artifícios que lhes são disponíveis caracterizam a grandiosidade intelectual disponível em um país que busca diariamente maiores avanços e prevenções. Contudo é imprescindível a colaboração e solidariedade, afim de restabelecer a ordem em uma região descontente aos últimos eventos.
            Dizem por ai: “A palavra é de prata e o silêncio é de ouro”, sinto-me pois na obrigação de silenciar o que vez ou outra grita por espaço ambientado para manifestar-se, caso contrário insuficientes seriam as expressões capazes de caracterizar a insatisfação a um governo que nada tem feito por uma população que merece uma atenção negada por parte daqueles que recusam ouvir a voz da verdade. É preciso acontecer fatalidades inteiramente destrutivas, no Brasil, para que ouvidos se abram. Já chega! 

domingo, 6 de março de 2011

Rescisão temporal


          Certamente compromissos diários encontraram nos dias uma forma, antes oculta, de dominar o tempo, talvez não tenha escolhido a melhor fonte mais quem sou eu pra julgar?! De fato o emplasto vêm revelando-se bom e eficiente, ou na pior das hipóteses, a memória resolveu dar as mãos ao esquecimento.
            Digo pior no sentido de que esquecer não traduz de forma coerente o desejo intrínseco de passagem sem cicatrizes, sem marcas, com lembranças doces, memórias perfumadas do tempo que passou. Trás sim, no sentido real e lógico, a idéia de algo com demasiada insignificância, indiferença tatuada naquilo que consegue dois extremos  tão distintos, sendo logo, injustiça gritante atribuir-lhe o esquecimento como característica.
            Não sei exatamente até onde vai tudo isso, com certeza não muito longe. Conquanto as prioridades sabem o momento certo de revelar o seu canto e momentaneamente a voz tem mostrado um caminho seguro, repleto de êxitos que revelar-se-ão em um futuro não muito longe. Ao passo que a conclusão e certeza de que tudo valeu a pena, será mera conseqüência.

            Temporariamente as tempestades são outras, e um dia saberemos se tornarão a ser as mesmas, o mérito de traduzir todo esse sentimento atribuo hoje a Whitney Houston, quando disse: “em Você posso ser forte”, revelando assim uma fortaleza divina, que levanta e faz vencer, autoridade indescritível, presença indispensável.