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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fortaleza interior


É muito fácil falar o que quer,
O importante é não ter medo de ouvir.
Erguer, caminhar, levantar.
Sorrir do trágico, detentor da vitória.
Que a derrota ta aqui, batendo, gritando corpo frágil.

Seguir o caminho que o amanhecer preserva a cada manhã.
Lutar, e com garra conquistar, vencer.
O panorâmico ausenta-se, mas a força vem de dentro.
Palavras lançadas, que como lança afiada fere os fracos.
E como carga pesada destrói o anêmico.

Carentes da vitalidade, que inunda e segura.
Firmes sustentados, seguros de si.
Competentes, experientes, indiferentes.
Apáticos a qualquer fraqueza que inibe a seiva fortalecedora.
Vitoriosos, esperançosos, pacientes e certos.
Adeptos da teoria Nada vai me deter.

Clareza em versos simples,
Da verdade que destrói inseguros,
Mas constrói fortalezas inabaláveis
Naqueles que vêm na vitória opção absoluta
E na derrota facultatividade, presente ou ausente.
O olhar, certeza absoluta do incerto, garantia triunfante.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O que a palavra não traduz


            Não sei quantas vezes virão antes da última, não sei quantas ainda tenho para declarar, que o que sinto é isso, não sei se de fato terei coragem suficiente para revelar aquilo que vez ou outra será redundante, indiferente, altamente dispensável para os ouvintes, ouvidos utópicos, enganadores.
            Talvez seja um luxo demasiado, ou uma necessidade inestimável, indescritível sensação, inexorável sentimento de liberdade, prazer eterno ou momentâneo, desejo que supre a vontade que clama espaço ambientado para manifestar-se em palavras doces de serem ouvidas ou foices afiadas, amolada, aguçada que não só fere, mas deixa marcas, cicatrizes.
            Quantas vezes precisarei dizer-lhe o que não sei, querendo ainda inundar-lhe o espírito revelador para que descubras o que palavras não expressam, afim de que entendas o que o silêncio traduz. Sinta-se tocado diariamente, não pelo verbo mas pelo sentido! 


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Verdadeiro Cálice




Você sente como se o mundo tivesse virado contra você. Cercado e experimentando a sensação de encontrar-se envolto nessa taça, nesse vidro que encontra fragilidade e torna-o tão vulnerável e delicado, tão disperso e incapaz. Sua vida começa a ser transformada e o vinho inunda o seu ser, na intensidade e valor do sangue capaz de manter-nos vivos.
A percepção imediata refere-se a falta e ausência daquilo que um dia foi inestimável e indispensável, hoje contudo encontra-se perdido na essência de algo que necessita ser retomado, que precisa ser relembrado e de fato é constantemente, não na intensidade com que deveria, todavia na proporção adequada para tornar-se memorável, inesquecível.
Não sei exatamente por onde andou em tempos perdidos, embora uma consciência interior insista na idéia de proximidade muito além do que se imagina, do que geralmente se espera, conquanto saber disso não torna menor a problemática, não minimiza os efeitos de um distanciamento inoportuno, incabível.
O fato é que abrir as portas torna-se a saída adequada. A transformação é de dentro pra fora da água para o vinho, do velho para o novo, do vidro para a rocha inabalável. E quem decide por isso é você, que detém a chave capaz de abrir a entrada apta a mudar a vida de quem assim desejar, não deixe que esse momento passe, permita a submersão, a transformação, a renovação.