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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lucidez eterna


Tuas imagens conduzem-me a uma esfera desconhecida da vida. Teu brilho reluz, e demonstra-se suficientemente intenso capacitado a iluminar-me a alma, o espírito, o coração . Sei que teu falar soa falso aos que delineiam  em sua audição, sons altamente fixados daquilo que jamais terá tradução singular.
            Em alguns momentos, fostes mapas, guias e interprete, daquilo que vez ou outra dispensa qualquer decifração, decodificação, explicação – a vida. Encantas dignamente aos que enaltecem e resplandecem na tua presença. Sustentas a lucidez pura, que invade, e transborda a alma humana de sentimentos e prazeres indispensáveis.
             Guardas a preciosidade daquilo que construindo muros para a solidão, mostrou que paredes são vozes relativamente audíveis. Sublimidade presente e inquestionável dom reflexivo encontram-se ao cruzar-nos em noites consteladas, enluaradas.
            E se, portanto, não foi achado em ti - por qualquer homem - a amplitude destas palavras, é estritamente deplorável e lastimável pois possivelmente não conhecem a essência de versos simples, da vida livre, do saber e brilho eterno, infindável.

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